sábado, 15 de outubro de 2011

Apaixono-me por momentos.

Pontos mudam de lugar,
Momento é momento,
O tempo não pára,
Apaixono-me com o tempo.

Momentos apaixonantes,
apenas alguns segundos,
horas tristes vão,
sem qualquer previsão,
de sair do meu coração.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Falta de idéias.

Imagine que você tem uma idéia.
Imagine que, sem motivos, você muda de idéia.
Imagine que alguém te fez mudar de idéia.
Imagine que alguém te forçou a mudar de idéia.
Imagine que você perdeu sua idéia.
Muita coisa pode ser pior do que não ter idéias.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Influência.

A loucura me alimenta,
A idéia me excita,
O empurrão me incita,
A insanidade dos outros me faz curioso.

domingo, 14 de agosto de 2011

O tempo acaba.

Costumava contar o dinheiro pro final de semana,
Era legal contar os dias até que ele chegasse.
Tudo que eu pensava era em estar lá.

O tempo passa...

Costumava procurar quem eu vou chamar,
Queria a presença confirmada de todos,
e tudo que eu pensava era em quem estaria lá.

O tempo passa...

Costumava pensar em você boa parte do tempo,
Se seríamos só eu e você ao final da noite,
e tudo que eu pensava é se você estaria lá.

O tempo passa...

Costumava chorar por você e todos os outros,
Todos que morreram e nunca mais iriam voltar
e tudo que eu pensava era se, na minha hora, alguém estaria lá.

Faz sentido?

Não sei definir o que sinto,
Não sei o que estou sentindo,
Por que estou sentindo isso?
Afinal, estou sentindo?

Asmodeus.

Hoje é sua noite,
com belas garotas,
despidas e prontas,
para seu bel prazer.

Ele desceu à Terra,
a sexualidade se espalha,
enquanto a porta fecha,
uma aranha os espia.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Nirvana.

Aqui estamos, com nosso desapego para com a responsabilidade, a falta de crença no mundo, ausência de limites e a sensação de liberdade e imortalidade.
Eis aqui nossos corpos furados e pintados, nossos corações partidos, nossa razão estilhaçada e nossos cérebros entorpecidos.
Vivemos com nossos copos cheios, com a mente vazia numa noite cheia de pessoas, com encontros casuais, sexuais, e com a ansiedade pelo prazer, a excitação pelos toques.
Vemos o mundo como sem rumo, sem chances e válido de se perder.
Criamos lugares, pessoas, idéias e experiência.
Queremos sentir de tudo, desde raiva até o verdadeiro amor.
O que sobra é a ressaca do dia seguinte.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Confortavelmente.

Ando tranquilo, me sinto alienado do mundo, não sinto dores. Os dias vão passando calmamente sem grandes acontecimentos. Talvez eu não dê mais valores pros acontecimentos. Tudo estático. Sinto meu corpo livre pra tudo, dentro de uma certa limitação.
Quero o ar, a luz, a água, mas não vivo sem a fumaça, sem a escuridão e, ultimamente, sem o álcool.
Meus belos companheiros.
Tudo não tem sentido e é tudo aleatório.
Todos tão sãos e tão estúpidos.
Me sinto paralisado.
Meus membros mal tocam o chão, mal se mexem, mal tem vida.
Tudo vai por impulso, como se fosse eletrocutado.
Os dias parecem curtos, a vida também.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sob a luz das estrelas.

Anoitece um céu escuro e estrelado,
Sob a luz da Lua e das estrelas,
Anda um forte homem cansado,
Procurando algo entre as teias.

Estrelas ascendentes, cadentes, estáticas
Fixas, pregando o negro do céu
Sei que já vem o amanhecer para tirá-las,
Oh! Olhos mortos, seriam vocês como eu?

Alvorada.

O sol nascerá no horizonte,
Lá do fundo, lá no fundo...
Aqueles que querem seguir,
seus caminhos o sigam
E se o destino assombrar
Perca o controle da vida,
Pois o destino não assume a vida,
O destino é apenas passageiro.
Se a vida perdeu controle,
como poderia o destino assumir?
A ausência de controle
acompanha a ausência de destino.

Perca tudo.
Deixe tudo.
Esqueça tudo.

O sol nascerá em você.

Tudo que nos resta.

Como será quando tudo que nos restar for a loucura? Tudo que sempre nos espera no final é a insanidade.
A realidade aqui vivida é rígida. A insanidade tão sonhada não tem limites.
Sejamos insanos então! Derrubaremos os comprometidos com a sociedade, rasgaremos nosso contrato social. Sejamos eternos, na memória de muitos, assim como inspiração, para aqueles que assim desejarem seguirem esse caminho, o caminho da destruição, mas também da eterna felicidade.

Uma Homenagem.

Se for pra ser brasileiro,
Que assim seja:

O verde de nossa erva,
à base de nossa calma;

O amarelo de nossa pele,
Ao nosso corpo adoecido;

O azul de nossos corações,
à tristeza já perpetuada.

Caminhos de sangue.

A mesma juventude eterna,
com a mesma confusão mental
Dirigo minha vida
ao fazer sem o pesar,
pois nossas inconsequências
podem, no fim, ser o caminho certo.

domingo, 5 de junho de 2011

Deixo o velho pra encontrar o novo,

Largo a decadência, encontro a ascendência,
Procuro no fundo minha essência.
A mudança veio, vem e virá
E as lembranças pra sempre estarão por lá,
Longe, mas ao alcance do pensamento
Barrado pelo fervor do momento.

Não se engane, mudanças sempre virão. Tudo é uma renovação do velho que renova a inovação, é cíclico. Coisas ficam, coisas vão e coisas virão. Momentos foram feitos pra serem vividos e incorporados no seu eu. Assim como Nero (pelo menos o que dizem), queime e derrube sua Roma, reconstrua tudo. Ela ainda será Roma, apenas um pouco diferente. Não são as mudanças que devem acompanhar seus amigos e parentes, e sim eles que devem acompanhar sua mudança.
Somos como poeira ao vento, podemos ter idéia de onde estamos indo, mas quando você menos espera, o vento muda de direção. Você pode tentar negar ou mesmo recusar, mas a mudança é o que leva a vida pra frente, amadurece e a torna suportável.
Já basta as estagnações usuais da sociedade, não fique estático.

domingo, 15 de maio de 2011

Sociedade contemporânea.

Minha vida parece uma fazenda,
vivo entre bois e vacas,
bois que mais parecem burros,
vacas que cumprem sua função.

Sina.

Me aperto através do peito teu,
da tua maneira, descobrindo meu abrigo.
Minha atitude não condiz com nossa pressa,
se é que algo nos resta.
Sou tão disperso, desapareço de ti.
Me esqueço, nossa sina...
A casa desaba ao som, na ausência
O dono apenas assiste.

Paixão de Jac.

Me delicio em seus lábios,
Võo em suas asas.
Minhas mãos agarram seu pescoço com força,
Um pouco mais de força...
Seus suspiros vão ficando cada vez mais difíceis,
Mais prazerosos...
Sua mão puxa meu braço em seu sentido,
sinto sua respiração em minhas mãos,
meus dedos marcam sua garganta...
Sem ar, os beijos ganham um calor a mais,
Os toques vão se intensificando, a fricção aumentando,
Enquanto sua respiração vai diminuindo...

domingo, 1 de maio de 2011

Só existe fogo se há um incendiário.

Sou fogo que queima e deixa a arder
Consumo todo o ar à minha volta
Se inicia sem saber
Termina quando não há mais nada
Ilumino toda a escuridão
Mas deixo o arder de meu calor
Pois não existiria fogo
Se não existisse dor.

Forasteiro.

De longe venho, sou viajante,
sou forasteiro neste lugar distante
Desconheço lugares, conheço pessoas
vivo à base de emoções tolas
Simples, mas belas à primeira vista
Perdidas no fundo de sua própria utopia
O amor, a mais famosa delas
continua a tecer novelas
Histórias verdadeiras até o fim
Fim que nega toda nossa história de marfim.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Não há alegria maior do que sentir-se em casa no palco, e não há nada pior do que sentir-se hóspede nele. Nada há de mais angustiante que a obrigação de encarnar o estranho, o vago, o que está fora da gente. Essas condições até hoje ora me alegram, ora me atormentam.


Stanislavski - Minha Vida na Arte

Ida e volta.

Ando pelo centro a noite, lotado de bêbados e drogados e com uma leve presença de gente decente. Caminho pelo Largo São Bento, subo a São João enquanto olho pro céu. Vejo a lua, grande e ofuscante e viajo completamente à outra cidade. Fujo de mim. Lembro de histórias envolvendo luas e coelhos e coisas que só alguns entenderiam.
Naquela noite, tudo foi um sonho, tão bom que não poderia ser melhor, e não foi.
Acendo um cigarro, relaxo, mas não me parece mais suficiente.
Faço de tudo, uso tudo. Permaneço entorpecido pela cidade velha.
Corro pra longe, e pretendo correr.
Não é o fim, mas já é um começo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Teatro de rua.

A partir de uma interpretação de um papel, um personagem, podem o real e o teatral se mesclarem? Considerando os pontos em comum e talvez os vários pontos discrepantes, será que há uma possibilidade dessas duas coisas se fundirem?
As pessoas sentem certa necessidade de mostrarem o que não são, isso é fato, mas a imagem pela imagem é algo vazio. Quero abranger aqueles que usam essa interpretação pra algum outro motivo, seja para ganhar algo ou mesmo perder.
O sistema Stanislavski de interpretação basicamente prevê que a ação proposital acaba gerando em parte a emoção que quer ser representada. Essa emoção, por sua vez, consegue deixar o ator mais à vontade, mais apto à linearidade do papel (como o detalhismo dos movimentos, das expressões ou mesmo da fala). Retirando esse princípio dos palcos, a ação proposital conseguiria gerar essa emoção interpretada em nós, mas diferente dos palcos, não somos atores e não sabemos quando o outro está interpretando ou não. O que quero dizer é que se essa ação proposital, sem fins emotivos, geraria outro tipo de sentimento (falso a princípio pro interpretador) e isso causaria um efeito dominó nas outras pessoas. Talvez a mudança de atitude de um, mudasse também a atitude de outro e isso tudo mudaria a relação entre as pessoas.
Partindo do sistema Stanislavski e, em suas devidas proporções, aplicá-lo a vida real, seria possível o controle sobre nossas relações e aquele que soubesse como agir, comandaria suas relações como um ator comanda seu papel no palco. Segregando nossos tipos de relação, poderíamos controlar algumas delas talvez, a vida profissional, familiar, as amizades ou mesmo nossos relacionamentos amorosos.
Uma primeira condição para aplicar o sistema seria primeiro achar a linearidade do personagem, transpondo isso pra sociedade, seria como saber como a pessoa funciona, decifrar o psicológico das pessoas, fazer uma "leitura fria". Saber como entrar na cabeça de alguém assim talvez nem a conhecendo direito pode ser uma tarefa árdua, mas não impossível. As pessoas tendem a serem previsíveis.
A segunda condição implica mais na coragem de fazer a ação, acreditar que ela dará certo, pois, diferente do palco onde se pode ensaiar, talvez seja um caminho tortuoso de se caminhar.
Unindo tudo isso, talvez fosse possível. Talvez realmente haja um meio de decifrar e controlar a mente das pessoas. É óbvio que não digo controlar uma pessoa, mas apenas alguns pequenos aspectos da vida.
Outra questão a se pensar seria a questão de brincar com a mente das pessoas. Não vejo dessa forma. Não digo pra ninguém brincar com sentimentos e ações. Esse seria apenas um caminho mais válido para chegar ao mesmo fim. Citando Caio Fernando Abreu: "Te escrevi duas vezes: a 1ª saiu uma coisa sincera, mas lamentativa demais, um saco. A 2ª saiu “madura e controlada”, mas extremamente falsa." Se essa escrita "madura e controlada" te desse uma oportunidade com sua amada, não seria este apenas outro caminho válido?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Heróis Urbanos.

Onde a noite vira dia
Onde o álcool nos aditiva
Onde o vinho é nossa pinga.

Como um bando heterogêneo
Como heróis na boca de um bueiro
Como poeira levada pelo vento...

Quando ouvir o sinal e sair pro escuro
Quando recostar as costas no muro
Quando perdermos o juízo!

Somos aqueles que fazem da cidade ela,
Somos aqueles que salvam a noite
Somos aqueles que destroem a manhã seguinte.

Nos perdemos da realidade
Para apenas encontrar nossa paz.

sábado, 2 de abril de 2011

O álcool só nos vale tanto porque nossas vidas nada valem.

sábado, 19 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

O tempo parece fixado.

Mais um dia, mesmo dia.
As horas parecem estar congeladas.
Sinto tristeza, saudade, certa raiva, mas sei o que quero.
Abro minha geladeira: nada lá me satisfaz.
Abro um maço de cigarro, mas parece inútil, apenas temporário.
Vou caminhar... Chegar no cais,
pegar o barco que vai me levar
Para onde eu desejo ir.

terça-feira, 15 de março de 2011

Depois da meia-noite.

As noites em São Paulo são gostosas... Tem a Rua Augusta, seus bares e baladas, a Avenida Paulista, maravilhosa como só, ou mesmo qualquer lugar que você possa andar tranquilamente.
Estou na rua a noite geralmente então consigo olhar pra tudo: os carros passando, as pessoas caminhando e todas as luzes que a cidade proporciona.
Olhando a face de cada um, você tenta desvendar o que se passa na vida da pessoa, cada um que você deseja conhecer, cada um que você quer passar longe...
Andando sozinho por essa louca cidade desejo sempre falar com as pessoas, conhecer gente nova. É engraçado... as pessoas tem o costume de não olhar para os lados ou mesmo para as outras pessoas.
Às vezes uma conversa fora não faz mal a ninguém.
Vamos curtir todos a noite de São Paulo e brindar à todas as pessoas que não conhecemos (ainda).

Obstáculo.

Medo é uma coisa estranha... Parece senso comum, mas será que sempre nos serve?
Medo não serve pra gente, não serve pro quase.
Chegamos no ponto, no ponto onde deveria acontecer.
Vamos fazer assim?

segunda-feira, 14 de março de 2011

O Vento.

Não quero começar e nem acabar,
Não quero ser ativo e nem o passivo.

Não posso viver assim,
Não posso viver isso...

Assim me deixo levar, sem certezas mas com todas as dúvidas do mundo.
A resposta talvez não venha, mas seu conhecimento é opcional.

Vontade louca de você,

aqui do meu ladinho, me beijando.

Mar estrelado.

Fico calmo olhando fotos,
fotos que me tiram o ar,
sempre...

Leio textos que não fazem sentido,
fazem apenas meu coração acelerar,
fazem amor comigo.

Sinto-me abrigado pelas suas palavras,
fotos, gestos,
sua respiração...
É, parece que é isso mesmo... acho que fomos feitos um pro outro.
Apesar de tanta coisa ter acontecido, eu mudei bastante até e sei que você também, mas mesmo assim, nada aqui dentro mudou e disso tenho certeza.
Depois de tudo, não consegui.
Perdi tempo.
Tempo que passou bastante, mas mesmo assim percebi (eu, pelo menos) que nada mudou, nada daquilo aqui dentro.
Sei o quanto te machuquei, e só posso pedir desculpas... Sei que é pouco, mas quero fazer meu melhor. Não digo que faria qualquer coisa pelo teu perdão porque sei que faria qualquer coisa por você a qualquer hora e não especialmente nessa situação.
Sinto que estou maior, mas não me sinto bem sem você.
Tanta saudade... isso quase me matou apesar de ter escondido isso com todas as minhas forças.
Sei que o tempo perdido não se recupera, apenas não quero mais perder tempo.

domingo, 13 de março de 2011

Verso simples.

Gosto de você
do seu jeitinho,
belos lábios
não paro de te olhar...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Uma pequena mentira.

Queria estar na avenida Paulista,
Fria e escura, com um belo casaco,
Um cigarro na mão e um copo de whisky na mesa,
Uma mesa na alameda Santos com a Campinas.

Me vem à mente um vazio, gélido e negro,
Um gole da bebida e um trago do fumo,
Descanso meu braço sobre o sofá
Quente, confortável e aconchegante.

Imagino uma silhueta feminina na minha frente, é você.
Só você sabe curtir esses momentos, só você saberia como,
Sinto um toque, são seus lábios nos meus, graciosos e doces,
Sinto sua mão sobre meu peito e sua respiração no meu pescoço.

O whisky vai acabando, a garrafa já não existe
Olho em minha caixa e não há mais um grama de tabaco sequer.
O dia começa a raiar, a noite decide ir embora e não me levar,
Sua sombra desaparece à luz e o seu amor se esvanece diante de mim.

Roda quebrada.

Dizem que todo fim é um começo, mas qual a diferença se todo começo tem um fim? Isso não termina, ou seria que não começa?
Não vou entrar no mérito da dificuldade de seguir adiante, deixar as coisas pra trás. Quero falar sobre as coisas que ficam, literalmente falando das roupas, pelúcias, presentes e algumas outras lembranças. Mesmo depois de tudo, sempre vamos lembrar que certa pessoa deu tal coisa e que aquela outra que foi muito especial te deu outra coisa. Essas coisas acumulam, mas digo agora no lado sentimental. Tantos sentimentos acumulados em tantas coisas... Por serem de uso diário às vezes não podemos simplesmente nos livrar delas.
Será que a carga sentimental sempre vai ficar ou podemos realmente nos desapegar do sentido da coisa? Seria justo você usar algo que uma pessoa que te ama de verdade deu pra ficar com outras pessoas? Justo não... Seria a carga sentimental um problema? Talvez a lembrança apenas não te afete, ou talvez você queira que isso afete a outra pessoa, o presenteador.
Todos esses sentidos que as coisas carregam significam algo, ou pelo menos deveriam.
Voltando ao tema principal, se começamos algo que vamos terminar, por que queremos ter coisas pra nos lembrarmos, ou mesmo querer que a outra pessoa lembre? Talvez fosse tão mais fácil esquecer, ou mesmo não começar.
Por que queremos nos lembrar daquilo que acabou e não nos importa mais?
Por que começar/terminar se tudo vai acabar/recomeçar?
Quebrar esse ciclo e apenas nos lembrar... viver estático, apenas temporariamente.
Tirar férias dos sentimentos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Salvação diária.

Cabeça explodindo... Ressaca pode acabar com o dia seguinte, mas talvez tenha salvo o dia anterior. Talvez não. Talvez a ressaca moral de hoje seja o pior.
Por que? Loucuras de carnaval não se repetem, a vida continua, mas nunca a mesma. Nunca, será?
Queria poder reparar as coisas mas talvez elas nunca serão reparadas... Como saber? A vida está perpetuada com essa eterna dúvida. O desconhecido futuro e, pior ainda, o desconhecido futuro perdido nos iludem, mas talvez sempre houvesse um único caminho.
Talvez uma bifurcação te leve sempre ao mesmo caminho. Talvez a visão de que há dois caminhos diferentes a serem seguidos te faça esquecer de que ambos darão no mesmo lugar.




(for that I wish.)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Novos tempos.

Quando o laço acompanha a mudança, pode o laço continuar firme ou seria a mudança uma tesoura?

Aproximação utópica.

Quanto maior a aproximação,
maior o desejo de distância;
Quanto maior a distância,
maior o desejo de espaço.

sábado, 5 de março de 2011

Noite Urbana.

Se você olhar a noite da varanda, você verá estrelas.
Não olhe pra cima, olhe para baixo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sou/Nós.

Estive acordado esta noite (como de costume) e resolvi fazer algo diferente. Em vez de deixar a televisão em algum filme ou seriado qualquer, resolvi colocar música e refletir ao som de qualquer coisa que tocasse.
Tudo isso me levou a lembrar de todos os meus relacionamentos. Passei um por um rapidamente e claramente conseguia achar o motivo deles terem terminado, a maioria tranquilamente, alguns tranquilamente apenas para mim.
Decidi então passar momento por momento de cada um, uma retrospectiva. Quantas coisas idiotas achei, situações ridículas ou mesmo inesperadas. Descobri que gosto de mulheres de atitude, aquelas que são decididas e sabem o que querem. Lógico, não quero uma mulher mandona, mas também não quero uma que nada fale ou que apenas se deixa levar.
Enfim, teve tanta coisa que eu parei pra pensar e percebi que realmente só daria certo com você. Apesar de tudo, você é realmente tudo que eu sempre procurei em alguém (apesar de certas situações). Você me ama (?). Nunca fui sincero assim com ninguém, nunca fui eu mesmo com ninguém.
Tudo vai começar a parecer pouco e o pouco vai começar a parecer tudo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Semibreve.

Como é o tempo, não? Às vezes te surpreende tanto que você nem percebe o quão rápido ele passa. Primeiro uns minutos, depois algumas horas, uma noite, alguns dias e quando você se dá conta já foram alguns meses. Falando assim pode não parecer muito, mas quanta coisas aconteceram nesses momentos?
Todas as noites tenho costume de ficar acordado (às vezes por alguns minutos ou até mesmo por horas) e refletir sobre o dia, sobre situações que me envolvam, sobre conversas que tive ou mesmo sobre o futuro.
Será que meu dia foi bom? Ficar preso o dia inteiro em casa entediado por causa de uma chuva não é o melhor proveito que você pode tirar do tempo, mas também não há muito a fazer.
Comi demais? É... vou precisar correr amanhã pra perder esses quilos.
O clima está ruim entre meus amigos? Bom... alguém fez por merecer ou estamos nos cansando uns dos outros. Talvez tanto tempo junto acabe pesando. Quem sabe estamos nos conhecendo melhor e vendo que os defeitos nos chateiam? Uma conversa apenas resolveria? Acho que não... Quando cada um tem um jeito e se é isso que te incomoda, não há muita coisa a fazer.
Será que meu pai me deixa viajar sozinho? Acho que sim, ele não disse que não até agora! Por que não deixaria? Já até me falou quanto ele vai me dar pra eu me programar na viagem.
Quero tanto ser músico... Estou estudando (quase) todos esses dias pra isso. Sei que é difícil e as chances são muito baixas, mas vou fazer de tudo porque é isso que eu quero.
E se não der? Tudo que eu vejo é um borrão...
Todas essas reflexões com certeza demoraram mais tempo pra serem escritas (e até mesmo mais tempo para serem lidas) do que de fato eu demorei pra pensar. Não foi pouca coisa. Em questão de minutos, passei por várias coisas da minha vida. E quantas coisas será que passam pela minha vida durante esses minutos? Quanta coisa já passou e não volta mais, quanta coisa vai continuar, vai acabar ou mesmo ainda está para acontecer? Não dá pra saber.
Vivo apenas os minutos. Deixo as horas virem.

terça-feira, 1 de março de 2011

I want...

a bad, bad romance.

Ando na linha (tento).

Há alguns minutos estava esperando você ligar. Pra passar o tempo resolvi ficar no computador, fuçando coisas sem importância, quando você me mandou uma mensagem instantânea. Você nunca fica online, então eu costumo ficar e esperar que você me veja lá e venha falar comigo. Prefiro falar pelo telefone. Te ligo e você parece bem cansada, sua voz calma, não fala muito. Tenta ouvir, mas o sono te desliga um pouco da conversa. Eu querendo saber das coisas que anda fazendo por aí, animado e você cansada, exatamente por fazer essas coisas. Não fico triste, nem um pouco, entendo completamente. Sei que acordo ao meio-dia e não faço nada o dia inteiro, mas você está acordando cedinho pra ir pra lá e pra cá.
Sinto sua falta, apenas isso, a saudade às vezes me faz esquecer das suas tarefas e do seu cansaço. O meu ânimo por novidades, por saber o que anda fazendo acaba te enchendo, eu sei. Me desculpe, mas não consigo controlar isso. Estamos numa mesma situação, apenas com pontos de vista (bastante) diferentes.
Vamos encontrar algo pelo meio.

Papelada

Papelada, papelada, papelada...
Por que tudo tem que ter documento, entregar tal papel em algum lugar pra depois te responderem...
Papéis me cansam.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Êxtase.

Vício do demônio!
Larga de mim e sai da minha frente!
Não quero te deixar parada assim,
preciso de você na minha boca, daquela sensação de dormência.
Talvez algo mais fraco... Não.
Insubstituível.

Maldito refrigerante de Cola.
Morder a fronha é a expressão mais engraçada que existe, imagine!









nhac.

Lembrete.

Não esquecer:
-RG
-10 reais
-iPod
-Bilhete único
-Celular
-Camisetas
-Mochila
-Cigarro
-Apostila e caderno de música
-Distância
-Saudade...
Me chama pro banho,
Transa comigo.
Me enche de beijos enquanto a água escorre pelos nossos corpos.
Me enche de carinho e diz que me ama.
Fica comigo por alguns minutinhos, mais alguns minutinhos.

Assim me despeço de você, novamente.
(Até semana que vem!)

2011

Recomeçar tudo, chato.
Passar por tudo de novo, terrível.
Sofrer nos últimos minutos, excruciante.
Que o final seja diferente.

Ágætis byrjun.

É, você mudou bastante em uma semana. Uma semana longe, que pra mim custou a passar e pra você passou como se fossem minutos. Uma semana agitada e rápida pra você e uma semana (totalmente) ociosa e retardada pra mim.
Te vi chegando da rodoviária e fiquei apenas te observando. Visivelmente percebi que havia algo de diferente em você. Quando te surpreendi, você me olhou com uma cara de indagação e me deu um leve beijo. Fiquei tão feliz em te ver!
No caminho para sua casa, fui sabendo o que havia acontecido por lá, as festas, as intervenções, e você contando com um ânimo que sinceramente acho que nem eu um dia te deixei tão feliz assim. Fico feliz por você, lógico, mas sinto uma leve tristeza por não ter vivido isso com você, e até uma certa inveja de não te deixar tão animada quanto essa nova fase te faz sentir.
Chegando na sua casa, ouvimos mais e mais histórias e enfim fomos dormir. Te olhava de olhinhos fechados, a mesma que sempre vi do meu lado na cama, tão diferente... Senti uma leve pontada de felicidade, mas também uma pequena tristeza, mas isso já não sei explicar o porquê.
Admito que em certo momento fiquei receoso por você não querer me contar com quem você ficou e as pessoas que você beijou. Tive momentaneamente um certo nojo de te beijar, passageiro.
Percebo esses dias o quanto sinto sua falta, sei que em boa parte por não estar fazendo nada, mas queria você por perto. Queria você do meu lado da cama todo dia! Seu cheiro me faz falta.
Queria fazer parte deste seu grande novo mundo, mas parece que desta vez serei apenas o espectador. Não há nada pior pra mim do que não poder ser ativo, poder fazer a diferença. Espero apenas... ver você indo e esperar que você realmente volte a mim, que não mude de idéia no meio do caminho, que eu não tenha que apenas assistir ao nosso fim. Passividade é foda, mas agora não há mais nada a fazer.
Ontem a noite, enquanto você dormia, fui dar algumas tragadas e refletir sobre esses novos tempos. Percebi que não estou preparado para isso, mas mesmo assim quero tentar, que não quero ser apenas seu namorado, mas também seu amante, poder ter aquela menina que você sempre foi, mas que também não deixe de mudar. Quero que você não me deixe... Quero você.
Te amo.