sábado, 19 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

O tempo parece fixado.

Mais um dia, mesmo dia.
As horas parecem estar congeladas.
Sinto tristeza, saudade, certa raiva, mas sei o que quero.
Abro minha geladeira: nada lá me satisfaz.
Abro um maço de cigarro, mas parece inútil, apenas temporário.
Vou caminhar... Chegar no cais,
pegar o barco que vai me levar
Para onde eu desejo ir.

terça-feira, 15 de março de 2011

Depois da meia-noite.

As noites em São Paulo são gostosas... Tem a Rua Augusta, seus bares e baladas, a Avenida Paulista, maravilhosa como só, ou mesmo qualquer lugar que você possa andar tranquilamente.
Estou na rua a noite geralmente então consigo olhar pra tudo: os carros passando, as pessoas caminhando e todas as luzes que a cidade proporciona.
Olhando a face de cada um, você tenta desvendar o que se passa na vida da pessoa, cada um que você deseja conhecer, cada um que você quer passar longe...
Andando sozinho por essa louca cidade desejo sempre falar com as pessoas, conhecer gente nova. É engraçado... as pessoas tem o costume de não olhar para os lados ou mesmo para as outras pessoas.
Às vezes uma conversa fora não faz mal a ninguém.
Vamos curtir todos a noite de São Paulo e brindar à todas as pessoas que não conhecemos (ainda).

Obstáculo.

Medo é uma coisa estranha... Parece senso comum, mas será que sempre nos serve?
Medo não serve pra gente, não serve pro quase.
Chegamos no ponto, no ponto onde deveria acontecer.
Vamos fazer assim?

segunda-feira, 14 de março de 2011

O Vento.

Não quero começar e nem acabar,
Não quero ser ativo e nem o passivo.

Não posso viver assim,
Não posso viver isso...

Assim me deixo levar, sem certezas mas com todas as dúvidas do mundo.
A resposta talvez não venha, mas seu conhecimento é opcional.

Vontade louca de você,

aqui do meu ladinho, me beijando.

Mar estrelado.

Fico calmo olhando fotos,
fotos que me tiram o ar,
sempre...

Leio textos que não fazem sentido,
fazem apenas meu coração acelerar,
fazem amor comigo.

Sinto-me abrigado pelas suas palavras,
fotos, gestos,
sua respiração...
É, parece que é isso mesmo... acho que fomos feitos um pro outro.
Apesar de tanta coisa ter acontecido, eu mudei bastante até e sei que você também, mas mesmo assim, nada aqui dentro mudou e disso tenho certeza.
Depois de tudo, não consegui.
Perdi tempo.
Tempo que passou bastante, mas mesmo assim percebi (eu, pelo menos) que nada mudou, nada daquilo aqui dentro.
Sei o quanto te machuquei, e só posso pedir desculpas... Sei que é pouco, mas quero fazer meu melhor. Não digo que faria qualquer coisa pelo teu perdão porque sei que faria qualquer coisa por você a qualquer hora e não especialmente nessa situação.
Sinto que estou maior, mas não me sinto bem sem você.
Tanta saudade... isso quase me matou apesar de ter escondido isso com todas as minhas forças.
Sei que o tempo perdido não se recupera, apenas não quero mais perder tempo.

domingo, 13 de março de 2011

Verso simples.

Gosto de você
do seu jeitinho,
belos lábios
não paro de te olhar...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Uma pequena mentira.

Queria estar na avenida Paulista,
Fria e escura, com um belo casaco,
Um cigarro na mão e um copo de whisky na mesa,
Uma mesa na alameda Santos com a Campinas.

Me vem à mente um vazio, gélido e negro,
Um gole da bebida e um trago do fumo,
Descanso meu braço sobre o sofá
Quente, confortável e aconchegante.

Imagino uma silhueta feminina na minha frente, é você.
Só você sabe curtir esses momentos, só você saberia como,
Sinto um toque, são seus lábios nos meus, graciosos e doces,
Sinto sua mão sobre meu peito e sua respiração no meu pescoço.

O whisky vai acabando, a garrafa já não existe
Olho em minha caixa e não há mais um grama de tabaco sequer.
O dia começa a raiar, a noite decide ir embora e não me levar,
Sua sombra desaparece à luz e o seu amor se esvanece diante de mim.

Roda quebrada.

Dizem que todo fim é um começo, mas qual a diferença se todo começo tem um fim? Isso não termina, ou seria que não começa?
Não vou entrar no mérito da dificuldade de seguir adiante, deixar as coisas pra trás. Quero falar sobre as coisas que ficam, literalmente falando das roupas, pelúcias, presentes e algumas outras lembranças. Mesmo depois de tudo, sempre vamos lembrar que certa pessoa deu tal coisa e que aquela outra que foi muito especial te deu outra coisa. Essas coisas acumulam, mas digo agora no lado sentimental. Tantos sentimentos acumulados em tantas coisas... Por serem de uso diário às vezes não podemos simplesmente nos livrar delas.
Será que a carga sentimental sempre vai ficar ou podemos realmente nos desapegar do sentido da coisa? Seria justo você usar algo que uma pessoa que te ama de verdade deu pra ficar com outras pessoas? Justo não... Seria a carga sentimental um problema? Talvez a lembrança apenas não te afete, ou talvez você queira que isso afete a outra pessoa, o presenteador.
Todos esses sentidos que as coisas carregam significam algo, ou pelo menos deveriam.
Voltando ao tema principal, se começamos algo que vamos terminar, por que queremos ter coisas pra nos lembrarmos, ou mesmo querer que a outra pessoa lembre? Talvez fosse tão mais fácil esquecer, ou mesmo não começar.
Por que queremos nos lembrar daquilo que acabou e não nos importa mais?
Por que começar/terminar se tudo vai acabar/recomeçar?
Quebrar esse ciclo e apenas nos lembrar... viver estático, apenas temporariamente.
Tirar férias dos sentimentos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Salvação diária.

Cabeça explodindo... Ressaca pode acabar com o dia seguinte, mas talvez tenha salvo o dia anterior. Talvez não. Talvez a ressaca moral de hoje seja o pior.
Por que? Loucuras de carnaval não se repetem, a vida continua, mas nunca a mesma. Nunca, será?
Queria poder reparar as coisas mas talvez elas nunca serão reparadas... Como saber? A vida está perpetuada com essa eterna dúvida. O desconhecido futuro e, pior ainda, o desconhecido futuro perdido nos iludem, mas talvez sempre houvesse um único caminho.
Talvez uma bifurcação te leve sempre ao mesmo caminho. Talvez a visão de que há dois caminhos diferentes a serem seguidos te faça esquecer de que ambos darão no mesmo lugar.




(for that I wish.)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Novos tempos.

Quando o laço acompanha a mudança, pode o laço continuar firme ou seria a mudança uma tesoura?

Aproximação utópica.

Quanto maior a aproximação,
maior o desejo de distância;
Quanto maior a distância,
maior o desejo de espaço.

sábado, 5 de março de 2011

Noite Urbana.

Se você olhar a noite da varanda, você verá estrelas.
Não olhe pra cima, olhe para baixo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sou/Nós.

Estive acordado esta noite (como de costume) e resolvi fazer algo diferente. Em vez de deixar a televisão em algum filme ou seriado qualquer, resolvi colocar música e refletir ao som de qualquer coisa que tocasse.
Tudo isso me levou a lembrar de todos os meus relacionamentos. Passei um por um rapidamente e claramente conseguia achar o motivo deles terem terminado, a maioria tranquilamente, alguns tranquilamente apenas para mim.
Decidi então passar momento por momento de cada um, uma retrospectiva. Quantas coisas idiotas achei, situações ridículas ou mesmo inesperadas. Descobri que gosto de mulheres de atitude, aquelas que são decididas e sabem o que querem. Lógico, não quero uma mulher mandona, mas também não quero uma que nada fale ou que apenas se deixa levar.
Enfim, teve tanta coisa que eu parei pra pensar e percebi que realmente só daria certo com você. Apesar de tudo, você é realmente tudo que eu sempre procurei em alguém (apesar de certas situações). Você me ama (?). Nunca fui sincero assim com ninguém, nunca fui eu mesmo com ninguém.
Tudo vai começar a parecer pouco e o pouco vai começar a parecer tudo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Semibreve.

Como é o tempo, não? Às vezes te surpreende tanto que você nem percebe o quão rápido ele passa. Primeiro uns minutos, depois algumas horas, uma noite, alguns dias e quando você se dá conta já foram alguns meses. Falando assim pode não parecer muito, mas quanta coisas aconteceram nesses momentos?
Todas as noites tenho costume de ficar acordado (às vezes por alguns minutos ou até mesmo por horas) e refletir sobre o dia, sobre situações que me envolvam, sobre conversas que tive ou mesmo sobre o futuro.
Será que meu dia foi bom? Ficar preso o dia inteiro em casa entediado por causa de uma chuva não é o melhor proveito que você pode tirar do tempo, mas também não há muito a fazer.
Comi demais? É... vou precisar correr amanhã pra perder esses quilos.
O clima está ruim entre meus amigos? Bom... alguém fez por merecer ou estamos nos cansando uns dos outros. Talvez tanto tempo junto acabe pesando. Quem sabe estamos nos conhecendo melhor e vendo que os defeitos nos chateiam? Uma conversa apenas resolveria? Acho que não... Quando cada um tem um jeito e se é isso que te incomoda, não há muita coisa a fazer.
Será que meu pai me deixa viajar sozinho? Acho que sim, ele não disse que não até agora! Por que não deixaria? Já até me falou quanto ele vai me dar pra eu me programar na viagem.
Quero tanto ser músico... Estou estudando (quase) todos esses dias pra isso. Sei que é difícil e as chances são muito baixas, mas vou fazer de tudo porque é isso que eu quero.
E se não der? Tudo que eu vejo é um borrão...
Todas essas reflexões com certeza demoraram mais tempo pra serem escritas (e até mesmo mais tempo para serem lidas) do que de fato eu demorei pra pensar. Não foi pouca coisa. Em questão de minutos, passei por várias coisas da minha vida. E quantas coisas será que passam pela minha vida durante esses minutos? Quanta coisa já passou e não volta mais, quanta coisa vai continuar, vai acabar ou mesmo ainda está para acontecer? Não dá pra saber.
Vivo apenas os minutos. Deixo as horas virem.

terça-feira, 1 de março de 2011

I want...

a bad, bad romance.

Ando na linha (tento).

Há alguns minutos estava esperando você ligar. Pra passar o tempo resolvi ficar no computador, fuçando coisas sem importância, quando você me mandou uma mensagem instantânea. Você nunca fica online, então eu costumo ficar e esperar que você me veja lá e venha falar comigo. Prefiro falar pelo telefone. Te ligo e você parece bem cansada, sua voz calma, não fala muito. Tenta ouvir, mas o sono te desliga um pouco da conversa. Eu querendo saber das coisas que anda fazendo por aí, animado e você cansada, exatamente por fazer essas coisas. Não fico triste, nem um pouco, entendo completamente. Sei que acordo ao meio-dia e não faço nada o dia inteiro, mas você está acordando cedinho pra ir pra lá e pra cá.
Sinto sua falta, apenas isso, a saudade às vezes me faz esquecer das suas tarefas e do seu cansaço. O meu ânimo por novidades, por saber o que anda fazendo acaba te enchendo, eu sei. Me desculpe, mas não consigo controlar isso. Estamos numa mesma situação, apenas com pontos de vista (bastante) diferentes.
Vamos encontrar algo pelo meio.

Papelada

Papelada, papelada, papelada...
Por que tudo tem que ter documento, entregar tal papel em algum lugar pra depois te responderem...
Papéis me cansam.