quinta-feira, 10 de março de 2011

Roda quebrada.

Dizem que todo fim é um começo, mas qual a diferença se todo começo tem um fim? Isso não termina, ou seria que não começa?
Não vou entrar no mérito da dificuldade de seguir adiante, deixar as coisas pra trás. Quero falar sobre as coisas que ficam, literalmente falando das roupas, pelúcias, presentes e algumas outras lembranças. Mesmo depois de tudo, sempre vamos lembrar que certa pessoa deu tal coisa e que aquela outra que foi muito especial te deu outra coisa. Essas coisas acumulam, mas digo agora no lado sentimental. Tantos sentimentos acumulados em tantas coisas... Por serem de uso diário às vezes não podemos simplesmente nos livrar delas.
Será que a carga sentimental sempre vai ficar ou podemos realmente nos desapegar do sentido da coisa? Seria justo você usar algo que uma pessoa que te ama de verdade deu pra ficar com outras pessoas? Justo não... Seria a carga sentimental um problema? Talvez a lembrança apenas não te afete, ou talvez você queira que isso afete a outra pessoa, o presenteador.
Todos esses sentidos que as coisas carregam significam algo, ou pelo menos deveriam.
Voltando ao tema principal, se começamos algo que vamos terminar, por que queremos ter coisas pra nos lembrarmos, ou mesmo querer que a outra pessoa lembre? Talvez fosse tão mais fácil esquecer, ou mesmo não começar.
Por que queremos nos lembrar daquilo que acabou e não nos importa mais?
Por que começar/terminar se tudo vai acabar/recomeçar?
Quebrar esse ciclo e apenas nos lembrar... viver estático, apenas temporariamente.
Tirar férias dos sentimentos.

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