domingo, 15 de maio de 2011

Sociedade contemporânea.

Minha vida parece uma fazenda,
vivo entre bois e vacas,
bois que mais parecem burros,
vacas que cumprem sua função.

Sina.

Me aperto através do peito teu,
da tua maneira, descobrindo meu abrigo.
Minha atitude não condiz com nossa pressa,
se é que algo nos resta.
Sou tão disperso, desapareço de ti.
Me esqueço, nossa sina...
A casa desaba ao som, na ausência
O dono apenas assiste.

Paixão de Jac.

Me delicio em seus lábios,
Võo em suas asas.
Minhas mãos agarram seu pescoço com força,
Um pouco mais de força...
Seus suspiros vão ficando cada vez mais difíceis,
Mais prazerosos...
Sua mão puxa meu braço em seu sentido,
sinto sua respiração em minhas mãos,
meus dedos marcam sua garganta...
Sem ar, os beijos ganham um calor a mais,
Os toques vão se intensificando, a fricção aumentando,
Enquanto sua respiração vai diminuindo...

domingo, 1 de maio de 2011

Só existe fogo se há um incendiário.

Sou fogo que queima e deixa a arder
Consumo todo o ar à minha volta
Se inicia sem saber
Termina quando não há mais nada
Ilumino toda a escuridão
Mas deixo o arder de meu calor
Pois não existiria fogo
Se não existisse dor.

Forasteiro.

De longe venho, sou viajante,
sou forasteiro neste lugar distante
Desconheço lugares, conheço pessoas
vivo à base de emoções tolas
Simples, mas belas à primeira vista
Perdidas no fundo de sua própria utopia
O amor, a mais famosa delas
continua a tecer novelas
Histórias verdadeiras até o fim
Fim que nega toda nossa história de marfim.