quarta-feira, 27 de julho de 2011

Nirvana.

Aqui estamos, com nosso desapego para com a responsabilidade, a falta de crença no mundo, ausência de limites e a sensação de liberdade e imortalidade.
Eis aqui nossos corpos furados e pintados, nossos corações partidos, nossa razão estilhaçada e nossos cérebros entorpecidos.
Vivemos com nossos copos cheios, com a mente vazia numa noite cheia de pessoas, com encontros casuais, sexuais, e com a ansiedade pelo prazer, a excitação pelos toques.
Vemos o mundo como sem rumo, sem chances e válido de se perder.
Criamos lugares, pessoas, idéias e experiência.
Queremos sentir de tudo, desde raiva até o verdadeiro amor.
O que sobra é a ressaca do dia seguinte.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Confortavelmente.

Ando tranquilo, me sinto alienado do mundo, não sinto dores. Os dias vão passando calmamente sem grandes acontecimentos. Talvez eu não dê mais valores pros acontecimentos. Tudo estático. Sinto meu corpo livre pra tudo, dentro de uma certa limitação.
Quero o ar, a luz, a água, mas não vivo sem a fumaça, sem a escuridão e, ultimamente, sem o álcool.
Meus belos companheiros.
Tudo não tem sentido e é tudo aleatório.
Todos tão sãos e tão estúpidos.
Me sinto paralisado.
Meus membros mal tocam o chão, mal se mexem, mal tem vida.
Tudo vai por impulso, como se fosse eletrocutado.
Os dias parecem curtos, a vida também.