quarta-feira, 2 de março de 2011

Semibreve.

Como é o tempo, não? Às vezes te surpreende tanto que você nem percebe o quão rápido ele passa. Primeiro uns minutos, depois algumas horas, uma noite, alguns dias e quando você se dá conta já foram alguns meses. Falando assim pode não parecer muito, mas quanta coisas aconteceram nesses momentos?
Todas as noites tenho costume de ficar acordado (às vezes por alguns minutos ou até mesmo por horas) e refletir sobre o dia, sobre situações que me envolvam, sobre conversas que tive ou mesmo sobre o futuro.
Será que meu dia foi bom? Ficar preso o dia inteiro em casa entediado por causa de uma chuva não é o melhor proveito que você pode tirar do tempo, mas também não há muito a fazer.
Comi demais? É... vou precisar correr amanhã pra perder esses quilos.
O clima está ruim entre meus amigos? Bom... alguém fez por merecer ou estamos nos cansando uns dos outros. Talvez tanto tempo junto acabe pesando. Quem sabe estamos nos conhecendo melhor e vendo que os defeitos nos chateiam? Uma conversa apenas resolveria? Acho que não... Quando cada um tem um jeito e se é isso que te incomoda, não há muita coisa a fazer.
Será que meu pai me deixa viajar sozinho? Acho que sim, ele não disse que não até agora! Por que não deixaria? Já até me falou quanto ele vai me dar pra eu me programar na viagem.
Quero tanto ser músico... Estou estudando (quase) todos esses dias pra isso. Sei que é difícil e as chances são muito baixas, mas vou fazer de tudo porque é isso que eu quero.
E se não der? Tudo que eu vejo é um borrão...
Todas essas reflexões com certeza demoraram mais tempo pra serem escritas (e até mesmo mais tempo para serem lidas) do que de fato eu demorei pra pensar. Não foi pouca coisa. Em questão de minutos, passei por várias coisas da minha vida. E quantas coisas será que passam pela minha vida durante esses minutos? Quanta coisa já passou e não volta mais, quanta coisa vai continuar, vai acabar ou mesmo ainda está para acontecer? Não dá pra saber.
Vivo apenas os minutos. Deixo as horas virem.

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