quinta-feira, 10 de março de 2011

Uma pequena mentira.

Queria estar na avenida Paulista,
Fria e escura, com um belo casaco,
Um cigarro na mão e um copo de whisky na mesa,
Uma mesa na alameda Santos com a Campinas.

Me vem à mente um vazio, gélido e negro,
Um gole da bebida e um trago do fumo,
Descanso meu braço sobre o sofá
Quente, confortável e aconchegante.

Imagino uma silhueta feminina na minha frente, é você.
Só você sabe curtir esses momentos, só você saberia como,
Sinto um toque, são seus lábios nos meus, graciosos e doces,
Sinto sua mão sobre meu peito e sua respiração no meu pescoço.

O whisky vai acabando, a garrafa já não existe
Olho em minha caixa e não há mais um grama de tabaco sequer.
O dia começa a raiar, a noite decide ir embora e não me levar,
Sua sombra desaparece à luz e o seu amor se esvanece diante de mim.

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